A terapia floral tornou-se popular a partir do início do século XX, na Inglaterra, com o Dr. Bach e seus famosos remédios. O Dr. Bach foi pioneiro na descoberta da ligação entre o stress e as doenças, muitos anos antes do início das pesquisas na área da medicina psicossomática. Bach percebeu que havia uma relação entre determinadas doenças e determinados estados emocionais e dedicou-se a procurar uma maneira simples e natural de fazer com que as pessoas reencontrassem um equilíbrio harmonioso. Assim, passou a dedicar-se, a princípio, à homeopatia e mais tarde à terapia floral.

Ele percebeu que a doença era provocada por padrões energéticos disfuncionais nos corpos sutis. Intuiu que as doenças eram causadas pela desarmonia entre a personalidade física, ou o que poderíamos, em psicologia, chamar de ego consciente, e a alma, ou Eu Superior, ou o Self. Essa desarmonia mental, emocional e energética, para ele, era considerada mais importante que a doença propriamente dita. Bach percebeu que as energias vibracionais sutis das essências obtidas a partir das flores atuavam sobre os corpos sutis e poderiam contribuir para rearmonizar os padrões emocionais de disfunção. Compreendeu que se houvesse uma maior harmonia entre a personalidade física e o Eu Superior, haveria maior paz de espírito, alegria e conseqüentemente mais saúde.

Bach descobriu o efeito das flores através da observação do modo como elas o afetavam. Tendo se mudado para o campo após a recuperação de uma grave doença, Bach passava horas caminhando à procura de remédios existentes na natureza. Sua sensibilidade às energias sutis era tanta que ele conseguia avaliar os efeitos terapêuticos potenciais de uma planta apenas levando ao lábio o orvalho matinal que recobria a sua flor. Ele era tão sensível que, quando exposto a uma determinada flor, sentia todos os sintomas físicos e estados emocionais para os quais a essência da flor servia de antídoto. Para se ter uma idéia, o processo de identificação das 38 essências florais representou um esforço tão violento para a natureza física e emocional de Bach, que ele morreu aos 56 anos, ao concluir sua pesquisa.