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Psicoterapeuta E A Causa Gls
Como uma reação frente ao preconceito social, no meio GLS esta
se tornando comum, a prática de buscar um terapeuta sintonizado
com as necessidades dos seus membros, sejam elas individuais ou
grupais.
A busca de um profissional que aceite e acolha a orientação, a
prática sexual e o objeto erótico-afetivo do cidadão (ã), GLS
como uma expressão da capacidade afetiva dos seres humanos, ou
uma expressão natural dos desejos, é fundamental para que ele
não se encontre na difícil situação de ser discriminado por este
profissional, ou seja, que reedite em seu trabalho o discurso
homofóbico social.
Quando trago o tema da “psicoterapia” ou “terapia para gays”,
não estou colocando em discussão a homossexualidade ou
bissexualidade como causa de transtornos psicopatológicos, já
que independente do objeto de desejo, qualquer pessoa poderá
apresentar em um determinado momento de sua vida dificuldades em
seus relacionamentos, com sua auto-estima, auto-imagem ou outros
problemas emocionais e afetivos.
Nos Estados Unidos a APA (Associação Americana de Psicologia),
divulgou uma lista com alguns critérios que devem ser observados
pelo publico GLS no momento de buscar apoio psicológico. Devido
às diferenças culturais, não sou a favor de nenhum tipo de
tradução por mais bem intencionadas que sejam, mas enfim, abaixo
seguem alguns itens, use seu próprio critério e assertividade.
Com respeito à figura do terapeuta a associação americana
recomenda:
Ø Que o psicólogo respeite e valorize como positivos os
relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Ø Que o psicólogo seja consciente das dificuldades que os
membros do grupo GLS enfrentam devido ao estigma social, a
violência física e a homofobia, e que estas dificuldades podem
colocar em risco o bem-estar e a saúde mental deles.
Ø Que para o psicólogo, a orientação sexual de tipo homossexual
ou bissexual não configura indicadores de enfermidade mental.
Ø Que o psicólogo seja consciente de suas próprias dificuldades,
limitações e preconceitos, e que esteja sempre alerta frente à
possibilidade de atuar frente ao paciente.
Ø Que a homofobia social é um fator relevante na auto-estima e
na autopercepção do paciente, e podem afetar a forma com que ele
chega a terapia, assim como o processo terapêutico
Ø Que o conceito de casal e família do psicólogo seja amplo, e
não restrito a duas pessoas de sexo oposto.
Ø Que a revelação da orientação sexual pode vir a ter um impacto
negativo na relação do individuo com sua família, compreendendo
as possíveis dificuldades que podem surgir tanto para o
individuo que informa quanto para os familiares.
Como saber se o psicólogo tem as características mencionadas
anteriormente?
Em caso de necessitar apoio psicológico e não conhecer um
profissional que trabalhe o homoerotismo de modo afirmativo, as
ONG’s, revistas e jornais gays podem ser uma valiosa fonte de
informação, assim como amigos que estão/estiveram em processo
terapêutico também pode ser de boa valia.
Caso não tenha a quem perguntar, utilize os itens mencionados
anteriormente, transforme-os em perguntas. Não tenha medo de
perguntar, seja franco e honesto com você mesmo e com as suas
necessidades e não aceite menos por parte do psicólogo.
Paulo Bonança C.R.P 05-30190
Psicólogo e Sexólogo
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