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Homoerotismo feminino e
visibilidade social
A luta das mulheres por seus direitos, independência e autonomia
faz parte de um processo histórico digno de estudos e teorias.
Através da historia mulheres fortes, valentes e destemidas
enfrentaram e ainda enfrentam a discriminação e o preconceito.
Tópicos como: violência, abuso sexual, liberdade reprodutiva,
orientação e assédio sexual hoje transcendem as cátedras
universitárias e se perfilam como temas de abrangência social..
Matérias polêmicas - antes tratadas como temas distantes dos
espaços de atuação social - começam a ser vistas em espaços de
direito ocupados pela sociedade civil organizada e trabalhadas
desde uma ótica mais ampla, direcionada para temáticas e
relações mais íntimas, vinculadas ao corpo e aos afetos. Estes
processos de apoderamento e reivindicação visibilizam os espaços
e os instrumentos de poder que influenciam a determinação do
sujeito, sua sexualidade, sua moral e seus desejos.
A luta dos movimentos que reivindicam a visibilidade da mulher
de orientação sexual homolésbica enfrenta hoje uma dupla
batalha: uma frente à sociedade patriarcal, determinista,
estruturalista, centrada na figura da dona de casa submissa ao
esposo, mãe dedicada , despojada de autonomia econômica e
liderança social. A outra dificuldade dessas mulheres - que
lutam por seus direitos ao amor e ao afeto -, é encontrar apoio
e solidariedade junto a outros que lutam por direitos
semelhantes, e que levam a mesma bandeira colorida do arco-íris
como símbolo de unidade e diversidade.
O processo de visibilidade das mulheres trás consigo a
necessidade social de uma análise dos discursos e das práticas
em todos os níveis. Os dogmatismos sexuais devem ser expostos,
apontados, trabalhados e mobilizados para que a visibilidade
seja plena, não somente na área pública, mais sim na sua
representação mais importante; a que cada sujeito leva dentro de
si, em seus atos e não somente em suas palavras.
Paulo Bonança C.R.P 05-30190
Psicólogo e Sexólogo
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