| O Turning Point. (ou flertando
com o motivacional)
Lauro R Pontes
Em certos momentos, a vida parece nos colocar numa curva
inesperada e sem sinalização prévia, na qual, ao percebê-la,
temos o tempo mínimo de apenas tentar controlar a relação
velocidade/direção/derrapagem para tentar manter o carro dentro
dos limites da pista. Esses momentos geram uma descarga de
adrenalina forte, nos acordam, nos deixam atentos.
Gosto muito da espressão Turning Point (algo como ponto de
mudança ou na tradução do livro/filme, o espetacular “ponto de
mutação” do Fritjof Kapra). E, assim como na natureza, em nossas
vidas, temos pontos em que devemos e podemos mudar algo que não
está direito, algo que queremos mudar e até então não
conseguíamos. O Turning Point ocorre quando chegamos ao limite,
a fronteira, quando a situação se torna insustentável ou acaba
por si só.
Claro que não deveríamos deixar chegar até esse momento. Mas,
nossa existência é um jogo de vetores de força, onde resultamos
em direções e percepções que são embaçadas por estamos atuando
no nosso próprio filme. É muito difícil enxergar “em terceira
pessoa” nossa própria história enquanto estamos vivendo-a.
O Turning Point é o despertar, é o estalo para que uma nova
realidade ocorra. Nutre-se da constatação da realidade, da
necessidade urgente da mudança e da motivação da sensação de
estar “ajeitando as coisas”, começando uma nova fase...
Não devemos entanto, viver no “vício da tentativa”, ficar
achando sempre que “agora a coisa vai!” esse comportamento só
faz andar em círculos. Para dar certo, concentre, medite sobre o
momento atual, arrume suas coisas, faxine seu armário, gavetas,
jogue fora tudo q não é necessário. Organize-se, planeje os
passos para descolar sua iniciativa da preguiça e realmente
iniciar um processo de realização pessoal e felicidade.
Mude! Mute! Gire! Mesmo que esse não seja seu jeito de fazer as
coisas, faça as coisas desse jeito.
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