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“Programação Neurolingüística”
ADESG (ASSOCIAÇÃO DOS DIPLOMADOS DA ESCOLA SUPERIOR DE
GUERRA) - “Programação Neurolingüística” - Exposição Realizada
no dia 13/11/08 pela Consultora Organizacional Magui Guimarães.
Tema: Programação Neurolinguistica.
Mais uma palestra realizada cumprindo calendário estabelecido
pela ADESG (Associação dos Diplomados da Escola Superior de
Guerra). A Palestrante foi à senhora Magui Guimarães Consultora
Organizacional. O tema da palestra foi “Programação
Neurolinguística”. Para as pessoas que não conhecem a
Neurolinguistica é o ramo da lingüística que estuda a estrutura
do cérebro humano no que diz respeito à aquisição da linguagem,
às desordens da fala e ao uso de uma língua, dentro dos estudos
da Neurolinguistica podemos inserir a lingüística neurológica.
Nossa Mente, Nosso Cérebro foram às palavras introdutórias da
palestra. Fez sua introdução falando da ONG (Organização não
Governamental) Integrante e do livro “A magia das Perguntas”.
Fez conotações tomando como base a frase de Montaigne: “Não é um
corpo, não é uma alma, é uma pessoa”. Demonstrou grande
afinidade com o público fazendo alguns exercícios de
relaxamento. Muito expansiva transformou sua exposição num
verdadeiro diálogo. Incluiu na sua fala a figura do grande
filósofo grego Aristóteles.
"A Neurolingüística é, sem dúvida, um dos campos mais recentes
da Lingüística. Para se ter uma idéia, no Brasil, ela aparece
como disciplina de curso de Graduação (Letras e Lingüística) e
também como área de pesquisa na Pós-graduação apenas na
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - e isso a partir
dos anos 1980. Contudo, há gente dedicando-se cada vez mais à
investigação na área de Neurolingüística, seja desenvolvendo
pesquisas em nível de pós-graduação em outras universidades,
seja procurando estimular a produção de conhecimento na área
através do aprimoramento de métodos diagnósticos e terapêuticos
que procuram compreender melhor o funcionamento da cognição
humana. Citou vários pontos entre eles : o veículo que o
Espírito é para nossa missão ; mente organizada ; constituição
do cérebro ; como se constitui o cérebro e suas funções ;
inteligência emocional. Parece óbvio, levando em conta o
hibridismo da palavra, que Neurolingüística diga respeito às
relações entre linguagem, cérebro e cognição, e que acione
especialmente dois campos do conhecimento humano para
explicá-las, as Neurociências e a Lingüística. Isso realmente
seria um truísmo se nós não tivéssemos ainda tantos problemas
para dar conta dos complexos processos (biológicos,
lingüísticos, sócio-culturais, afetivos, etc.) que constituem
essas relações, em boa parte ainda não devidamente elucidad O
termo cérebro refere-se tanto ao encéfalo, como um todo, ou
simplesmente ao prosencéfalo juntamente com o mesencéfalo. “O
encéfalo ou cérebro, terminação principal aumentada do sistema
nervoso central, ocupa o crânio ou caixa encefálica.
O termo latino cerebrum tem sido usado de várias formas. De um
modo geral significa encéfalo; também tem sido utilizado para
indicar, especificamente, o prosencéfalo e o mesencéfalo. O
adjetivo cerebral é dele derivado. Encéfalo, por sua vez, é de
origem grega (enkép— halos). Termos como encefalite — que
significa inflamação do encéfalo são dele provenientes.
Destacou com propriedade e fez um esquema onde colocou o córtex
frontal (pensa); a amídala e citou a seguinte expressão: “tomei
o bonde errado; cíngulo anterior; tálamo (parte afetiva, do
prazer e da dor); Hipocampo (a memória); o cerebelo; entre
outros. Para clarear mais a nossa mente resolvi colocar o
desenho do cérebro humano. O Tronco Encefálico é uma área do
encéfalo que fica entre o tálamo e a medula espinhal. O Tronco
Encefálico possui ainda várias estruturas como o bulbo, a ponte,
a formação reticular e o tegumento do mesencéfalo, responsáveis
pelas seguintes funções: Respiração, Ritmo dos batimentos
cardíacos e Pressão Arterial.
O peso do cérebro humano é de aproximadamente 1.900 kg e contém
20 cm de sangue em circulação. A palavra cerebelo vem do latim
para "pequeno cérebro." O cerebelo fica localizado ao lado do
tronco encefálico. O cerebelo é parecido com o córtex cerebral
em alguns aspectos: o cerebelo é dividido em hemisférios e tem
um córtex que recobre estes hemisférios. Funções: Movimento,
equilíbrio e postura. Durante muito tempo considerado o
coordenador encefálico dos movimentos corporais, sabe-se agora
que o cerebelo participa ativamente de uma grande variedade de
atividades cognitivas e perceptivas. Antes considerado, apenas,
como o ponto central de controle da organização dos movimentos.
Recentes descobertas afirmam que o cerebelo humano está ativo
durante uma grande variedade de atividades não diretamente
relacionadas ao movimento. Sofisticados estudos cognitivos
também revelaram que lesões em áreas específicas do cerebelo
podem causar impedimentos inesperados em processos não-motores,
afetando, em especial, a rapidez e precisão com que as pessoas
percebem as informações sensoriais. Outras descobertas indicam
que o cerebelo tem um papel importante na memória de curta
duração, na atenção, no controle de atos impulsivos, nas
emoções, nas funções cognitivas superiores, na habilidade de
planejar tarefas e, possivelmente, até mesmo em condições
especiais como a esquizofrenia e o autismo.
O cerebelo tornou-se, novamente, uma área de "provocante
mistério". Na continuação da sua exposição destacou a
importância do córtex em receber estímulos, tais como: cômico,
tristeza e terror. Destacou outras funções do cérebro como o
hipotálamo, a hipófise (uma glândula muito pequena do tamanho de
uma semente de mostarda), citou os efeitos da adrenalina, as
funções do pâncreas, da tireóide, do timo, das paratireóides.
Uma palestra muito importante, mas muito extensa para um tempo
curto. Assim como o córtex cerebral humano, o cerebelo abriga
uma extraordinária quantidade de circuitos em um pequeno espaço,
dobrando-se muitas vezes sobre si mesmo. Na verdade, o cerebelo
humano é muito mais dobrado que o córtex cerebral e, em vários
mamíferos, é a única estrutura encefálica dobrada, formando
convolações. Se o cerebelo humano fosse estendido, ficaria do
tamanho de uma folha com área média de 1.128 cm2 - pouco maior
que a capa de um disco LP.
O cerebelo tem, sem dúvida, uma função importante porque
persistiu e aumentou ao longo da evolução. Apesar de os biólogos
considerarem o crescimento do córtex cerebral uma característica
definidora do grau de evolução do cérebro humano, o cerebelo
também cresceu de forma significativa, aumentando pelo menos
três vezes ao longo do último milhão de anos da história humana,
conforme registros fósseis. Mas, talvez, a característica mais
notável do cerebelo é o fato de que ele contém mais células
nervosas individuais, ou neurônios, que o resto do encéfalo.
Além disso, a forma como os neurônios estão interconectados
permaneceu essencialmente constante por mais de 400 milhões de
anos de evolução dos vertebrados. Deste modo, o cerebelo de um
tubarão possui neurônios organizados em redes quase idênticos às
encontradas em humanos. O cerebelo está mais envolvido no
processamento dos sentidos que no puro controle motor.
SCIENTIFIC AMERICAN-Brasil, Setembro/2003 e www.sciam.com.br
O cerebelo, importante órgão relacionado com a regulação
automática de movimento e postura, funciona em íntima conexão
com o córtex cerebral e o tronco encefálico. Certos grupos de
neurônios cerebelares regulam músculos do tronco, outros regulam
músculos dos membros, e outros ainda estão em conexão com o
córtex cerebral. A disposição anatômica do cerebelo varia muito
entre os vertebrados, dependendo do modo de locomoção. O
cerebelo é relativamente mais desenvolvido nos primatas,
principalmente nos seres humanos.
Como o assunto é muito palpitante para implementar algumas
nuanças sobre o cérebro humano tivemos que pegar uma boa carona
no site: http://www.guia.heu.nom.br/cerebelo.htm/e no site: http://www.unicamp.br/iel/labonecca/neurolinguistica.htm/.
A palestrante usou a palavra timoníase que está relacionado ao
timo, palavra de origem grega thúmos thúmon e está relacionada a
alma, espírito, coração, emoção, afetividade e também a
excrescência carnuda, moleja do vitelo e cordeiro. Vejam como é
difícil confeccionar um relatório de uma matéria interessante,
mas requer mais tempo de estudo. “Amor não é questão de ser, doa
e seja inteligente. A cor do timo é variável, vermelha no feto,
branco-acinzentada nos primeiros anos de vida e tornando-se
depois, amarelada. O organismo humano é composto por dez bilhões
de neurônios. Adentrou na parte da auto-responsabilidade, na
constituição dos neurônios e uma energia que corresponde à
velocidade de 476 km por segundo num transmissor. Endofirna
(Combinação do inglês endogenous morphine qualquer de certos
peptídeos que ocorrem no cérebro, na hipófise e outros tecidos
de vertebrados, capazes de produzir ação antálgica prolongada, e
cujos efeitos se assemelham aos da morfina. Já a Serotonina é
uma substância que está ligada diretamente ao prazer hominal.
Fatores externos, os reais desafios, os maiores desafios como
orgulho, apego, vaidade entre outros. Falou sobre o Céu e o
Inferno não como regiões umbralinas e divinais, fez uma
associação a história de um sábio que ela nos contou.
Uma indagação: “O que aprender com os outros? Poderia ser a
harmonia para vivermos com qualidade e tranqüilidade. Segundo
Jose Alvarez Mosig (Pepe) - O timo é um órgão bilobado que faz
parte do sistema imunológico, ou seja, do sistema de defesa do
organismo, encarregado de detectar e repelir a invasão de
diferentes tipos de microorganismos (vírus, bactérias, fungos,
protozoários, vermes, etc.). Situado no peito, atrás do osso
esterno, seu produto são os linfócitos-T, chamados assim por
serem derivados do timo (T de timo-derivados). Além dos
linfócitos-T, existem no organismo outros tipos de linfócitos
que não são produzidos no timo, como os linfócitos-B, envolvidos
na produção dos anticorpos. No entanto, os linfócitos-T
constituem os elementos centrais no funcionamento do sistema
imunológico, e por este papel central, sua ausência (ou a
ausência do timo) freqüentemente resulta na morte do indivíduo.
Clara expressão da importância dos linfócitos-T é o quadro da
AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida), doença em que o
vírus HIV determina a queda progressiva das defesas do organismo
e a morte do indivíduo, ao destruir seletiva e gradualmente
grande parte dos linfócitos-T.
O timo já está presente no nascimento, desempenhando um papel
fundamental do fim da gestação à infância. Na adolescência, ele
começa a regredir, de forma que no indivíduo idoso sobra apenas
um pequeno resto atrofiado. No entanto, seu declínio na vida
adulta não acarreta nenhum problema para o organismo, uma vez
que o produto do timo, os linfócitos-T, já foram exportados e
distribuídos por todo o corpo, onde poderá exercer sua
importante função durante toda a vida do indivíduo. De forma
metafórica podemos dizer que, na vida adulta, o timo está
distribuído por todo o organismo. A capacidade dos linfócitos e
de outras células do sistema imune de atuar frente aos patógenos
deriva da existência, em sua membrana celular, de receptores que
reconhecem (enxergam) as estruturas (moléculas) dos diferentes
microorganismos. Esses receptores se encaixam perfeitamente nas
moléculas dos patógenos, como se tratasse de uma chave e uma
fechadura.
As células evolutivamente mais antigas do sistema imunológico,
como os macrófagos, apresentam em sua superfície uma coleção de
receptores diferentes (um conjunto de chaves diferentes), sendo
que cada tipo de receptor é capaz de interagir com um tipo de
estrutura do universo dos microorganismos. Do ponto de vista da
capacidade de reconhecimento, todos os macrófagos são iguais,
uma vez que todos expressam o mesmo conjunto de receptores. Por
outro lado, como este conjunto inclui por volta de 30-40 tipos
de receptores diferentes, pode-se dizer que o repertório de
reconhecimento dos macrófagos não é muito amplo. Já nos
linfócitos, tanto nos linfócitos-T como nos linfócitos-B (que
são produzidos na medula do interior dos ossos), a estratégia de
reconhecimento apresenta algumas diferenças fundamentais em
relação à do macrófago. Em primeiro lugar, cada linfócito
apresenta um único tipo de receptor em sua superfície, receptor
que é específico para uma única estrutura molecular (uma única
chave que se encaixa em uma única fechadura).
Segundo, cada linfócito expressa um tipo de receptor diferente,
comportando-se como se fosse um superespecialista, equipado para
reconhecer uma única estrutura. Como temos um número enorme de
linfócitos em nosso organismo (na faixa de trilhões), possuímos
um número igualmente elevado de receptores diferentes,
podendo-se dizer que, em conjunto, os linfócitos dispõem de
possibilidades quase ilimitadas de reconhecimento. Na realidade,
o conjunto de especialidades desse exército linfocitário é tão
amplo que, para qualquer estrutura molecular presente na
natureza, e até mesmo para as que foram sintetizadas pelo homem
e não existem em forma natural, sempre haverá algum linfócito
que a reconheça. Assim, o surgimento do sistema linfocitário
(que veio a acontecer quando apareceram os vertebrados)
representou uma expansão imensa das formas de reconhecimento, um
grande aperfeiçoamento das possibilidades de defesa do
organismo. Esta otimização do reconhecimento foi de tal ordem
que contribuiu para o aumento do tempo de vida dos vertebrados
em relação ao dos seus predecessores.
Agora, como é possível que o timo (assim como a medula) consiga
fabricar trilhões de células, cada uma delas equipada com um
tipo de receptor diferente? A gênese de um exército tão variado
é garantida por mecanismos genéticos especiais que criam ao
acaso uma grande diversidade de receptores, de um único tipo
para cada linfócito. A geração de tal diversidade acontece de
forma semelhante à operação em um imenso vestiário, onde, com
quinhentos pares de sapatos, quinhentas camisas e quinhentas
calças, um indivíduo pode se vestir de até 125 milhões de formas
diferentes (500 vezes 500 vezes 500). Na nossa analogia, um
determinado linfócito escolheria (ao acaso) um par de sapatos,
uma camisa e uma calça deste grande vestiário, enquanto que o
linfócito ao lado escolheria (também ao acaso) outra combinação
de peças. A geração de uma diversidade tão ampla determina,
entretanto, um grande perigo potencial, a possibilidade de se
gerarem estruturas que reconheçam os constituintes das células
do organismo. Como os diferentes tipos de receptores
linfocitários são gerados às cegas, com antecedência à entrada
dos patógenos e na ignorância de quais são os constituintes
moleculares dos patógenos e quais os das células do indivíduo, a
existência de linfócitos com reatividade frente às estruturas
próprias torna-se uma conseqüência inevitável.
Dessa forma, para impedir as conseqüências desastrosas de uma
auto-agressão, um processo de seleção (educação ou aprendizado)
torna-se necessário. No que se refere aos linfócitos-T, este
processo acontece no próprio timo, onde, assim que formados,
eles são checados quanto a sua capacidade de reconhecimento e
eliminados ou desarmados quando reconhecem as estruturas de
nosso próprio corpo. Todo dia, desde o nascimento até a
adolescência e a partir daí de forma mais discreta, são gerados
no timo milhões e milhões de linfócitos-T, dos quais somente vão
ser deixados com todo o potencial beligerante aqueles que não
corram o risco de reconhecer e atacar as estruturas moleculares
do indivíduo. Assim, a construção do exército que irá fazer
frente aos eventuais futuros invasores microbianos se dá por
referência às estruturas próprias, alistando nas fileiras
unicamente guardiães que respeitem a composição molecular do
indivíduo. Dessa forma, a atividade de defesa dos linfócitos-T
deriva de sua capacidade de reconhecer e eventualmente destruir
o que é estranho ao indivíduo, qualquer entidade que lhe seja
molecularmente diferente, diversa das estruturas moleculares
próprias. A capacidade de distinguir o próprio do não-próprio é
uma das características fundamentais das células do sistema
imunológico, sendo que, no caso dos linfócitos-T, esta
propriedade não é geneticamente determinada, mas aprendida
durante seu desenvolvimento no timo.
É por meio do conhecimento do que é o próprio que se constrói a
relação com o mundo de fora. O timo é, portanto, o educador que
garante o respeito à identidade molecular do organismo.
Tolerância ao próprio e potencial de reatividade ao que não é
próprio constituem os produtos desse processo educativo,
garantindo uma forma de reconhecimento dos patógenos muito mais
refinada que a das células da estirpe macrofágica. Após sofrerem
a educação tímica, os linfócitos-T deixam o timo e vão patrulhar
incessantemente todo o organismo, vasculhando por todo lado,
dentro e fora das células, à procura das fechaduras em que suas
chaves se encaixam. No caso de uma infecção, uma pequena fração
desse imenso exército linfocitário poderá reconhecer as
estruturas moleculares do microorganismo desencadeante e,
reagindo a elas, propiciará diversas ações que levarão à
erradicação do agente infeccioso. Pelo alto poder de
reatividade, tal sistema de guardiães tem de ser muito bem
controlado. De cara, além das estruturas moleculares próprias do
organismo, o sistema imunológico deve respeitar também elementos
como os alimentos que ingerimos, os quais, mesmo que estranhos
(diferentes de nós), não representam nenhum perigo para a nossa
integridade. Um bom sistema de linfócitos-T é um sistema
equilibrado, que reage na medida certa, sem exageros nem
deficiências.
Um sistema de linfócitos-T em desequilíbrio para a
hiper-reatividade pode reagir tanto frente a elementos próprios
como a elementos estranhos inócuos, desencadeando auto-imunidade
e alergias. Do outro lado, um sistema imune hiporreativo resulta
em infecções crônicas ou repetitivas, mesmo por microorganismos
considerados de baixa patogenicidade. Múltiplos são os
mecanismos que mantêm nosso sistema imune em um estado
otimizado. Recentemente, está se dando uma atenção especial à
sua conexão com outros sistemas do organismo, como o sistema
endócrino, sistema nervoso vegetativo e sistema nervoso central,
e cada vez é mais aceita a idéia da influência destes sistemas
sobre a resposta imunológica. Os linfócitos têm receptores para
encefalinas, endorfinas, catecolaminas e hormônios, e estima-se
que variação nestes mediadores deva refletir-se em mudanças
funcionais dos linfócitos (que poderão levar à hipo ou à
hiper-reatividade), um processo que foi ignorado por muitos anos
e que só agora começa a ser desvendado.
Além da otimização das possibilidades de reconhecimento,
conseqüência da multiplicação do número de receptores, o
surgimento do timo e do sistema linfocitário trouxe outra
ferramenta de importância fundamental na defesa contra os
microorganismos, a memória imunológica. Como descrito acima, o
primeiro contato de um indivíduo com um determinado patógeno
determina a ativação de uma fração dos linfócitos, aqueles cujos
receptores se encaixam nas estruturas moleculares do referido
patógeno. Esta reação linfocitária, que normalmente resulta na
eliminação da entidade estranha, não regride totalmente quando
da eliminação desta. Assim, os linfócitos-T envolvidos na
resposta inicial permanecem no organismo já curado em um estado
de prontidão reativa, um estado de pré-ativação, que poderá
expressar-se como uma resposta imunológica acelerada e de alta
eficiência caso o mesmo patógeno volte a invadir o corpo. Dessa
forma, pode-se dizer que a reação linfocitária à entrada de um
patógeno dota o indivíduo de uma memória da experiência.
O status de prontidão reativa das células de memória é,
entretanto, específico, ou seja, afeta exclusivamente os
linfócitos que foram ativados com a primeira entrada do patógeno.
A efetividade da memória imunológica é de tal ordem que impede
que um grande número de microorganismos (como os vírus do
sarampo, caxumba, etc.) possa se instalar no nosso organismo
mais de uma vez, garantindo um status de “imunidade” ao
indivíduo que entrou em contato com eles. Feita esta introdução
ao timo e a seu produto, os linfócitos-T, fiquei curioso pela
sua história, assim como pelo nome dado a este órgão
fundamental. Nas fontes acadêmicas, descobri que o primeiro
artigo científico sobre a função imunológica do timo é
relativamente recente, de 1961, quando Jacques Miller descreveu
na revista Lancet que a remoção do timo de um animal jovem
determina uma redução considerável dos linfócitos no sangue e em
outros locais (“The immunological function of the thymus”).
Em relação à origem do nome, verifiquei que foi Galeno, no
século II da nossa era, quem chamou thymus ao órgão bilobado, de
cor cinza-rosácea, situado no peito, porque, se diz,
lembrava-lhe um maço de tomilho. Mas a planta tomilho (thymus em
latim) era denominada assim porque era queimada como incenso. O
altar que existia nos teatros gregos era chamado de thymele, e
thymos era a ascensão da fumaça, a queima do incenso, o
sacrifício aos deuses – todos eles acontecendo no peito, no
altar interno. Significava a aspiração, os cantos de louvor, o
espírito e a expressão do amor. Era a alma-sopro da qual
dependia a energia do homem e a sua coragem (Diamond, M. D.).
Prosseguindo a pesquisa nesta direção, encontrei que thymos
deriva da raiz indo-européia dheu, que significa “acender em
chamas”, “surgir em uma nuvem”, “fumar” (de uma pessoa indignada
se diz que ela solta fumaça). Em sânscrito o vocábulo era dhuna,
do qual vêm fumaça e perfume. Na Bíblia, e mais concretamente no
Livro dos Reis, se faz também alusão a thymos como causa da
raiva e da paixão.
Assim, a origem da palavra timo remonta à antiga Grécia, e,
possivelmente, à civilização indo-européia. Na Grécia, a palavra
“thymos” foi utilizada por Platão e seu mestre Sócrates, assim
como por Homero. Há indicações de que, para os gregos, thymos
significava a alma ativa, a alma perecível – diferente da psyché
ou alma passiva e imortal. Essa alma ativa seria equivalente à
razão, à consciência (“awareness”) e estaria associada à
respiração (sopro, alma, palavra), ao coração (desejos e
intenções) e ao fígado (emoções). Em um determinado momento na
Ilíada, Aquiles diz: “Levantando-se como fumaça no peito dos
homens Agamemnon irritou-me, mas deixemos os grandes serem
grandes e aquietemos o thymos no nosso peito”. Assim, thymos é
metaforicamente interpretado como “levantar fumaça no peito”.
Expressa o princípio da vitalidade e, portanto, no seu lado
físico, a respiração.
Como atestado por Homero, thymos é o ânimo ou o coração, a sede
das paixões e da ira, mas também da coragem e do entusiasmo.
Neste sentido, uma pessoa que tem thymos pode ser chamada de
entusiasta, dotada da força passional de reagir prontamente. Em
conseqüência, thymos não tem a ver unicamente com a tendência à
ira ou à indignação, mas com uma disposição anímica para acender
e reagir energicamente, com dignidade, coragem, auto-estima e
ardor espiritual. Como indicado por John Onians, thymos
referia-se originalmente ao sopro, à respiração. Era a matéria
da consciência, o espírito, a alma-sopro, da qual dependia a
energia e coragem do homem. Mesmo na sua mais remota origem,
thymos denota “levantar-se em chamas” como nuvem ou espírito, o
que nos remete ao conceito de alma e energia vital. Para Platão,
thymos é a parte da alma que denota o orgulho, a indignação, a
vergonha e a necessidade de reconhecimento. É um atributo
guerreiro, um aspecto da vida interior que dá significado à
beligerância.
Sem thymos o homem não é mais do que um animal muito
inteligente, com cérebro e necessidades físicas, mas sem
autonomia moral. Para Platão, thymos coexiste em nós com a razão
e os desejos, sendo que, às vezes, nos leva a agir de uma
maneira não razoável. Fechando com chave de ouro esta
investigação sobre a etimologia de timo, fiquei estarrecido ao
me deparar com o Livro 2 da “República”, e mais especificamente
com o capítulo sobre “o Caráter e a Educação dos Guardiões”, em
que Platão escreve: “A cidade luxuosa terá necessidade de um
exército e, portanto, de uma classe de especialistas, chamados
‘Guardiães’ (phylakes), os defensores da polis. A justiça será
um dos seus objetivos mais importantes. Para realizarem bem o
seu trabalho, os ‘Guardiães’ deverão ser dotados de vigor
físicos, de thymos, da capacidade de se comportar gentilmente
com aqueles conhecidos e agressivamente com aqueles
desconhecidos.” Uma bela descrição do thymos no nosso peito,
tanto da entidade anímica, como do timo físico, berço e educador
dos guardiões da identidade molecular do indivíduo. (Ultriusque
Cosmi, de R. Fludd Oppenheim, 1619 A Divina Forma Humana).
Falou sobre mapas, filtros, percepção de objetos, esclareceu -
que mapa não é território, prisioneiro da percepção, escada da
interferência onde estão associados os dados
disponíveis-realidade; dados selecionados-filtros; a avaliação,
a ação e a conclusão. Biorritmo, viver sem objetivos, o adjetivo
não pode ser direcionado como juízo de valor e afirmou que na
Neurolinguistica não existe juízo de valor. Integrar o corpo
(andar para ter novas idéias, integrar o corpo inteiro, quem
está comigo? (o eu espiritual), quem eu sou? Por quê? Indivíduo,
nossa missão, crenças e valores, permissão, capacidade, direção,
como? O quê? Comportamento, ação. Onde ambiente e onde reação,
força e habilidade, crenças, valores, capacidade, comportamento,
ambiente são nuanças importantes para uma vida de qualidade.
Citou o livro de Gregore Bérgson (não duvide de sua capacidade.
E nos finalmente uma indagação: “Eu tenho o quê? É melhor não
dizer. As crenças são fortalecedoras e conflitantes. Toda essa
dinâmica tem um objetivo primordial que a Neurolinguistica nos
proporciona a grosso modo caracteriza um campo de investigação
que se interessa de uma maneira geral pela cognição humana (o
que inclui seus aspectos sócio-culturais, neuropsicológicos,
afetivos, biológicos, etc.), e de maneira mais específica pela
linguagem e por processos afeitos a ela. Na realidade uma melhor
qualidade de vida.
ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI-ALOMERCE E PARTICIPANTE.
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